Devocional
Publicado em 15/08/2025
Há pouco mais de um ano, tive um pequeno acidente na cozinha. Eu estava me preparando para fazer guacamole. Peguei o abacate, cortei ao meio e, sem pensar muito, tentei enfiar a faca no caroço. A faca escorregou e cortou meu dedo indicador esquerdo. Sangrou muito. Já tinha me cortado algumas vezes enquanto cozinhava, mas aquele foi o pior corte que já tinha tido.
Dave rapidamente procurou o pronto atendimento mais próximo, verificou o horário de fechamento e corremos para lá. Meu dedo latejava. O médico deu seis pontos e me mandou para casa com medicação para dor.
Mas meu dedo nunca se recuperou de verdade. Continuei sentindo dores agudas, formigamento e dormência. Tentei seguir a vida, evitando usar aquele dedo, mas, no fundo, eu sabia que precisava de uma solução real.
Eventualmente, fui a um especialista em mãos. Ele me disse que o nervo havia sido danificado, mas poderia ser reparado, e que a dor aguda desapareceria após a cirurgia. Concordei com o procedimento.
Mesmo que a cirurgia fosse apenas no meu dedo indicador, eu ainda precisava seguir protocolos médicos rigorosos: jejum de 12 horas, ingerir apenas um pouco de água e suspender minhas vitaminas. Tudo isso como precaução, caso fosse necessário anestesia geral ou até intubação. Loucura, né? Eu realmente pensei: O que poderia dar errado por causa de um dedo? Mas segui tudo à risca.
Enquanto me preparava para a cirurgia, comecei a refletir sobre quantas vezes senti que deveria jejuar, mas não obedeci. Eu dizia a mim mesma: “Não consigo funcionar sem café da manhã. Fico com dor de cabeça. Me sinto fraca. Fico irritada. Amo tomar café da manhã com meu marido; é o nosso momento especial.”
E, no entanto, por causa de um único dedo, eu jejuei. Acordei cheia de energia, preparei o café da manhã do meu marido, limpei a casa, lavei roupa e cuidei dos animais. Fiz tudo isso sem reclamar porque era importante para mim. De repente, me senti confrontada.
Se consegui fazer tudo isso por causa de um dedinho, por que tenho tanta dificuldade de jejuar quando Deus me chama? Jesus disse: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum” (Mateus 17:21). Será que estou tratando meu dedo como mais importante do que a minha alma ou as almas das pessoas pelas quais Deus me chamou para interceder?
“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” Hebreus 12:11
Naquela manhã, me ajoelhei e pedi perdão ao Senhor pela minha falta de obediência, por como tenho encontrado desculpas tão facilmente quando se trata de disciplina espiritual.
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”Salmos 139:23–24
Será que há algo que o Senhor está te chamando a fazer, mas você continua encontrando razões para não obedecer? Mas quando se trata do seu trabalho ou da sua saúde, você age sem hesitar?
Eu te encorajo hoje: peça ao Senhor que sonde o seu coração. Deixe que Ele te conduza em obediência. Ele é fiel para te dar força para fazer o que Ele pede, mesmo quando parece difícil.
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