Devocional
Publicado em 02/08/2025
No artigo anterior, falamos de como a vida de adoração de Abraão influenciou a vida de Isaque, mas hoje quero falar sobre a vida do outro filho de Abraão, Ismael. Ele era filho de Abraão com a escrava de Sara, Agar. Quando Sara teve o seu filho Isaque, viu que não precisava mais de Agar e seu filho, então convenceu Abraão a mandá-los embora, e Abraão os manda embora com uma botija de água e pão (Gênesis 21.14). Eu fiquei imaginando como Abraão teve coragem de mandar o seu próprio filho embora, em direção ao deserto, com apenas água e pão para sobreviver.
Como sabemos, Abraão era muito rico, mas o motivo de Agar e Ismael terem sido mandados embora era justamente para não dividir a herança de Isaque. Por algum tempo, pensei que essa teria sido a herança de Ismael, apenas água e pão, até que os meus olhos se abriram para os versículos 11, 12 e 13 do capítulo 21 de Gênesis.
“Abraão ficou muito preocupado com isso, pois Ismael também era seu filho.
Mas Deus disse:
— Abraão, não se preocupe com o menino, nem com a sua escrava. Faça tudo o que Sara disser, pois você terá descendentes por meio de Isaque.
O filho da escrava é seu filho também, e por isso farei com que os descendentes dele sejam uma grande nação”.
Então percebi que Ismael não saiu apenas com água e pão, ele saiu também com uma promessa. Abraão conseguiu isso para ele. Agora imagino o diálogo de Abraão com o menino na hora da despedida, ele dizendo: “Ismael, meu filho, estou te dando apenas pão e água para a viagem, mas você também está levando algo muito importante consigo, a promessa do Deus do seu pai, ele vai fazer de você uma grande nação, e quando as coisas apertarem, chame pelo Deus do seu pai, e ele te ouvirá”.
Eu conjecturo esse diálogo, pois foi exatamente isso que aconteceu, quando acabaram os suprimentos, Agar colocou o menino longe para não vê-lo morrer, mas o menino clamou em voz alta, e Deus ouviu o choro do menino (Gênesis 21.17). É essa a experiência que temos que deixar de herança para os nossos filhos.
Sei que é normal nos preocuparmos com pão e água, mas esses recursos se acabam, então é mais prudente nos preocuparmos em apresentar aos nossos filhos ao Deus dos recursos. Um Deus que faz promessas e as cumpre, um Deus que se apresenta a nós de uma maneira tão singular, que é a nossa obrigação conduzir os nossos filhos a uma experiência genuína com ele.
Tudo que for de recursos que você deixar para as próximas gerações vão se acabar, por isso precisamos deixar algo intangível, onde o ladrão não rouba, nem a ferrugem destrói, devemos buscar a benção de Deus sobre eles e pedir a Deus que lhes dê uma experiência genuína.
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