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Festas Juninas

CALENDÁRIO

As festas juninas são comemoradas, não só no Brasil, mas em muitos outros países no mundo, todos os anos no mês de Junho, daí o nome “juninas”.

Em 2013, as datas são as seguintes:

13/junho – alusivo a santo Antonio

24/junho – alusivo a são João

29/junho – alusivo a são Pedro

A QUESTÃO DO “SANTO”

Por várias vezes vamos mencionar a expressão “santo”. Para entender o que é santo, vamos lembrar que a palavra “santo”, no sentido bíblico, significa separado por Deus ou para Deus. Desta forma, quando alguém ou um objeto é consagrado, ou santificado, significa que ele é separado exclusivamente para Deus. Essa santificação, ou consagração, se aplica tanto para pessoas como para objetos.

Êxodo 28:41  E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos; e os ungirás, e os consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio.

Levítico 27:28  Todavia, nenhuma coisa consagrada que alguém consagrar ao SENHOR de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda coisa consagrada será uma coisa santíssima ao SENHOR.

Na época dos apóstolos, os cristãos que compunham a igreja de Cristo eram chamados de santos:

Atos 9:13  E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém;

Atos 9:32  E aconteceu que, passando Pedro por toda parte, veio também aos santos que habitavam em Lida.

Dentro desse conceito, nós hoje, que pertencemos à igreja de Cristo, somos considerados santos no verdadeiro sentido bíblico da palavra.

No conceito da igreja católica, para ser santo é necessário estar morto e ter realizado pelo menos dois milagres após a morte e ser beatificado pelo papa. Nada a ver com o conceito de santo na Palavra de Deus.

Neste estudo vamos mencionar “santo” Antonio, não citado na bíblia, vamos mencionar também São João, São Pedro e São Paulo, que são nossos conhecidos e sabemos que eram realmente santos em vida e continuam na presença de Deus.

OS “SANTOS” DAS FESTAS DE JUNHO

Santo Antônio
Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o “santo dos milagres”, como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão:

São João é o João Batista, o último profeta e precursor de Jesus que realizava o batismo do arrependimento.

São Pedro é o discípulo e apóstolo, pescador escolhido por Jesus.

Pedro em vida rejeitou adoração a si próprio, no entanto o povo o adora agora estando ele morto.

Atos.10 25  E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo e, prostrando-se a seus pés, o adorou.

26  Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.

São Paulo é o conhecido apóstolo Paulo.

ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações católicas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa pagã que era celebrada no dia 24 de junho na Europa.

Tal festa foi adotada pela igreja católica na Idade Média, se tornando a Festa de São João. Outros dois santos católicos populares celebrados nesta mesma época são: São Pedro e São Paulo (no dia 29) e Santo António (no dia 13).

PORQUE DIA 24 PARA FESTEJAR SÃO JOÃO

João Batista nasceu seis meses antes de Jesus. Considerando que a igreja católica considera o nascimento de Jesus em 25 de dezembro, eles concluem que João Batista nasceu em 24 de Junho.

A FOGUEIRA

A cristianização da fogueira pagã pela igreja católica é conhecida pela tradição através do fato de Isabel ter acendido uma fogueira e ter colocado uma boneca no topo de um mastro para avisar sua prima Maria que João Batista havia nascido. Assim Maria poderia ir ajudar Isabel após o parto.

BALÕES E FOGOS DE ARTIFÍCIO

Os balões e os fogos de artifícios estão relacionados com a fogueira. Esse costume foi trazido pelos portugueses ao Brasil.

Segundo a tradição, os fogos de artifício servem para despertar São João Batista. Em Portugal pequenos papéis são atados aos balões com desejos e pedidos.

Os balões serviam também para avisar que os festejos estavam começando.

O MASTRO DE SÃO JOÃO

Conhecido como mastro dos santos populares é erguido durante as festas para celebrar os três santos ligados a essa festa.

A DANÇA DA QUADRILHA

O nome nada tem a ver com a quadrilha de bandidos. A origem dessa dança teve início no início do século XIX na França. Tem esse nome por ser uma dança formada por quatro pares com músicas clássicas (do Frances, quadrile).

Quando veio para o Brasil foi incorporada às festas juninas e se popularizou com danças brasileiras pré-existentes, aumentaram o número de pares e adotaram músicas do gênero caipira.

Encenam um casamento fictício sendo que na Europa a dança da quadrilha celebram uma aspiração ou união matrimonial.

AS COMIDAS

As festas juninas, normalmente comemoradas pela igreja católica em quermesses, ou seja bancas das mais variadas comidas e bebidas alcoólicas.

Originalmente as comidas eram “benzidas” e consagradas aos “santos”.

AS FESTAS JUNINAS E A BÍBLIA

Será que encontramos na Bíblia alguma referencia às festas juninas?

Observe que se faz nas festas juninas

– veneram um deus (Antonio, João, Pedro, Paulo)

– acendem fogueiras

– deleitam-se em bebidas, geralmente o quentão a base de bebida alcoólica.

– oferecem guloseimas das mais variadas

Agora observe este texto da palavra de Deus através do profeta Jeremias:

Jeremias.7:16  Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei.

17  Não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?

18  Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.

19  Acaso é a mim que eles provocam à ira, diz o SENHOR, e não antes a si mesmos, para confusão dos seus rostos?

20  Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar, e sobre os homens, e sobre os animais, e sobre as árvores do campo, e sobre os frutos da terra; e acender-se-á e não se apagará.

A festa junina é um plágio do paganismo.

Conforme já foi dito, as bases das festas juninas estão alicerçadas nas práticas das festividades pagãs na Europa. As festas juninas em geral copiou dos gentios, diferenciando apenas no fato de terem adaptado ao cristianismo.

Devemos lembrar que Deus proibiu esse procedimento quando introduziu o povo de Israel na terra de Canaã, advertindo-o severamente para que não copiassem os costumes dos povos locais.

Deut.18:

9  Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.

10  Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,

11  nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos,

12  pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti.

13  Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus.

 

Is.8: 19  Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; —não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?

PARA OS CRENTES – PARTICIPAR OU NÃO DAS FESTAS JUNINAS?

Considerando que vemos as festas juninas originárias de festas pagãs, e que foi adaptada para louvor de homens considerados “santos”, o que não aceitamos como doutrina ensinada pela Palavra de Deus, temos que considerar os seguintes ensinos bíblicos:

1Cor.10:27  E, se algum dos infiéis vos convidar e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência.

28  Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude.

2Cor.6:

14  Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?

15  E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

16  E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

17  Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei;

O PROBLEMA DAS ESCOLAS QUE PROMOVEM A FESTA JUNINA

É muito comum os colégios, escolas em geral, empresas, associações, exigirem que nós ou nossos filhos participem das festas juninas, e no caso das crianças (alunos) com alegação de “valer” nota no boletim. À luz da Palavra de Deus, é incompatível com nosso princípios de fé e condição de servos do Senhor. Este relato sobre as festas juninas não deixa a menor dúvida de que ela é uma festa dedicada a santos católicos e toda e qualquer participação do povo de Deus, é uma desobediência aos Seus ensinos.

“Meu filho é obrigado a participar da festa junina porque vale nota no boletim!”
Este tem sido um problema para muitos pais evangélicos.

O Inciso 5º da Constituição Federal declara o seguinte:

“é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias”.

Assim como a escola tem o direito de realizar essas festas, o aluno, por sua vez não tem a obrigação de participar.

Portanto a obrigatoriedade dos alunos participarem das festas juninas é anticonstitucional considerando que se trata de uma festividade de fundo religioso

Ao tomar conhecimento de que um determinado colégio dirigido por uma igreja evangélica estava realizando festas juninas e exigindo a presença de todos alunos, tomamos a iniciativa de escrever a seguinte carta à diretoria do colégio:

“Prezados senhores,

Assunto: “Festa Caipira”

Antes de qualquer comentário a respeito, gostaríamos de esclarecer que a nossa decisão de matricular nosso filho nesse estabelecimento de ensino, fundamentou-se única e exclusivamente no fato desse estabelecimento ser de origem evangélica.

Sabemos que os demais colégios em geral se adaptam às práticas mundanas envolvendo as crianças em hábitos e costumes totalmente incompatíveis com os ensinos da Palavra de Deus, gerando para o futuro, adultos com hábitos de iniqüidade perante Deus, porém normais aos homens.

Ficamos felizes quando notamos com o decorrer desses primeiros meses, que nosso filho estava se envolvendo com ensinos baseados na Palavra de Deus.

Todavia, causou-nos espanto, quando tomamos conhecimento de que o colégio estaria organizando uma “festa caipira” sob a alegação de ser uma etapa do ensino da cultura do homem do campo.

Gostaríamos de esclarecer que somos crentes evangélicos, e o nosso conhecimento da Palavra de Deus e a testificação do Espírito Santo de Deus em nosso espírito, não nos autoriza participar desse evento que sabidamente tem origem numa tradição idólatra.

Não é novidade para ninguém, o fato das festas juninas serem festas idólatras, disfarçadamente ou não, em louvor a homens chamados “santos” (não no verdadeiro sentido bíblico da palavra “santo”), com fogueiras, queima de fogos, quermesses, comes e bebes, distribuição, compra e venda de prendas, etc.

Jeremias.7: 18  Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.

Satanás é especialista em distorcer os ensinos da Palavra de Deus para enganar os homens. Foi a primeira coisa que ele fez no Jardim do Éden. Cultura do homem do campo, estudos das tradições etc. são na verdade, capas que escondem a prática da idolatria nas festas juninas.

Col.2:8: – Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

Temos conhecimento também que a realização da “festa caipira” será efetuada em conjunto com …. (omitido por questão de ética), a qual sabemos que não tem princípios evangélicos, o que vem tornar a si atuação ainda mais intolerável, pois ao invés de nós crentes, ensinarmos as verdades da Palavra de Deus ao mundo, ao contrário, estamos sim, nos envolvendo, conformando e compactuando com o mundo.

1Cor.5: 9 –  Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem;

 

Salmo.1:1 – Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

 

Rom.12: 2 –  E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Enquanto se diz: “o que é que tem?”, “isto não faz mal a ninguém”, “todo mundo faz”, “não tem nada de mais”, “é só uma vez” etc. no reino espiritual, satanás estará aplaudindo e Deus estará irado.

Esta é exatamente a tática de satanás, aplicar aos homens a prática do pecado em doses homeopáticas, de tal forma que o homem fica cego e entra no jogo de satanás sem perceber, e quando desperta, já estará envolvido na teia e caído na armadilha. Será que o farto ensinamento, exemplos e exortações da Palavra de Deus não são suficientes para nós?

1Pedro.5:8 – Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;

Nós levamos a sério a Palavra de Deus e tudo que nela aprendemos, zelamos para cumprir e obedecer, e cuidamos para transmitir o mesmo para nosso filho.

Pelo exposto, não podemos permitir que nosso filho participe dessa festa, até mesmo porque irá criar confusão, contradizendo na prática, aquilo que aprende em casa e na igreja.

Existem muitas outras maneiras diferentes para ensinar as crianças sobre a valorização do homem do campo, seus costumes e a importância do seu trabalho e temos certeza de que o corpo docente dessa escola saberá como fazê-lo.”

CONCLUSÃO

Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador, o único digno de receber Glória, Adoração e Louvor, o único mediador entre Deus e os homens, não permita que práticas pagãs e contrárias à Palavra de Deus contaminem sua comunhão com Ele. Somos a igreja de Cristo que em breve estaremos para sempre na sua presença, não jogue fora essa benção, não divida a glória devida a Jesus com outros deuses.

Por: Walter Ponci
IBMdaF – Igreja Batista Ministerial da Família

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